Polícia Civil prende em Campos Belos (GO) homem investigado por violência doméstica em Arraias (TO)

Mandado de prisão preventiva foi cumprido em Campos Belos após dois registros de ocorrência, incluindo denúncia de descumprimento de medida protetiva

A Polícia Civil do Tocantins prendeu, na última quarta-feira (4), em Campos Belos (GO), um homem de 26 anos investigado por violência doméstica em Arraias, no sudeste do Tocantins.

A prisão preventiva foi determinada pela Justiça após a mulher envolvida no caso registrar duas ocorrências policiais em dias consecutivos.

Segundo a Polícia Civil, os registros foram feitos nos dias 1º e 2 de novembro. No primeiro, a mulher relatou ter sido vítima de ameaça e injúria. No segundo, informou que o investigado teria descumprido uma medida protetiva de urgência que já estava em vigor.

Diante das denúncias e do histórico de procedimentos policiais anteriores envolvendo o investigado por violência doméstica, a autoridade policial solicitou à Justiça a prisão preventiva. O pedido foi aceito.

A prisão foi realizada pela 11ª Delegacia de Atendimento à Mulher e Vulneráveis de Arraias, sob coordenação da delegada Vanusa Regina de Carvalho Nunes. Após ser localizado em Campos Belos, município goiano próximo à divisa com o Tocantins, o homem foi levado à delegacia e, posteriormente, encaminhado à cadeia pública local.

Ele permanece à disposição da Justiça e aguarda transferência para o Tocantins, onde deverá responder ao procedimento.

A Polícia Civil não divulgou o nome do investigado nem da mulher envolvida no caso, em respeito à privacidade e à segurança dela.

Medida protetiva

A medida protetiva de urgência é um instrumento judicial destinado a proteger mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Entre as determinações possíveis estão o afastamento do agressor, a proibição de aproximação e a restrição de contato com a vítima.

O descumprimento de uma medida protetiva constitui crime e pode resultar em prisão. A prisão preventiva, no entanto, tem natureza cautelar e não representa uma condenação. O investigado continua tendo direito à defesa e à presunção de inocência.