Nascido em Campos Belos, em 1951, Isvaldino dos Santos construiu uma trajetória marcada por diferentes caminhos: passou pelo seminário, pela Força Aérea Brasileira, pelo jornalismo, pela política, pelo Direito e pela vida acadêmica. Filho de Pedro e Messias dos Santos, é casado com Kely Santos, médica-veterinária, missionária e coronel da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG).
Atualmente, divide sua vida entre Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. É pai de quatro filhos do primeiro casamento: Raquel, que vive em Toronto, no Canadá; Daniel; Samuel; e Isabel, que mora em Brasília.
A história de Isvaldino, porém, começa nas terras de Campos Belos. Seus pais foram proprietários das fazendas Fundão e Petrolina, mas, como aconteceu com muitas famílias do interior brasileiro, não conseguiram impedir que os filhos partissem em busca de novas oportunidades. Isvaldino acabou sendo o último dos irmãos a manter uma ligação mais próxima com as raízes familiares — o “último dos moicanos”, como ele próprio se define.
Já se passaram cerca de 30 anos desde sua última visita a Campos Belos. A distância, entretanto, não apagou as lembranças. Pela internet e pelo Tribuna News, acompanha o desenvolvimento da cidade e do Nordeste goiano. Diz sentir saudades e prepara uma visita para breve, quando pretende reencontrar parentes e colegas dos tempos de infância.
Entre a igreja e o seminário
A formação de Isvaldino começou em Campos Belos. Cursou o ensino primário no Colégio Professora Ricarda e, ainda jovem, aproximou-se da Igreja Católica. Foi sacristão dos padres Pedrocílio, de Arraias, e Samuel Aureliano da Silva, de Campos Belos.
Em 1963, participou de um momento que ficou marcado em sua memória: ajudou o padre Samuel a celebrar a primeira missa no município de Combinado. A cerimônia contou com a presença do então governador de Goiás, Mauro Borges Teixeira, que seria cassado após o movimento político-militar de 1964.
Do interior de Goiás, Isvaldino seguiu para Porto Nacional, onde ingressou no Seminário São José, dirigido por Dom Alano Marie du Noday. Entre 1965 e 1969, cursou o Seminário Menor.
Depois, sua trajetória tomou outro rumo. De Porto Nacional, seguiu para Brasília, onde ingressou na Força Aérea Brasileira, como telegrafista. Foi também na capital federal que passou a integrar a vida cristã evangélica, vinculando-se à Assembleia de Deus.
Jornalismo, política e Direito
Mais tarde, Isvaldino mudou-se para o Rio de Janeiro, onde ampliou sua formação acadêmica. Bacharelou-se em Teologia pelo IBP e em Jornalismo pela Universidade Gama Filho (UGF). Também estudou Filosofia e Psicanálise na FAMET.
A atividade profissional acompanhou essa diversidade de interesses. Trabalhou em editoras, jornais, emissoras de rádio e assessorias de comunicação.
Na vida pública, ocupou diferentes funções. Foi chefe de gabinete na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, assessor de imprensa na Câmara Legislativa do Distrito Federal e no Senado Federal e secretário parlamentar na Câmara dos Deputados.
Em Goiás, participou da vida política partidária e fundou o Partido Social Democrata Cristão (PSDC), antigo Partido Democrata Cristão (PDC). Também integrou o primeiro governo de Marconi Perillo, até 2003, no Gabinete Civil.
Depois, retornou ao Rio de Janeiro, onde deu continuidade à formação acadêmica. Bacharelou-se em Direito e concluiu pós-graduação em Direito Administrativo pela Universidade Gama Filho. Também atuou como conciliador criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).
Fé e produção intelectual
A religiosidade continua ocupando espaço importante em sua vida. Isvaldino realiza conferências bíblicas dentro do projeto denominado “Escola Bíblica Preparatória de Obreiros”.
Segundo ele, trata-se de um trabalho voltado ao estudo bíblico e ao avivamento espiritual de obreiros e líderes, buscando contribuir para o aperfeiçoamento das igrejas e fortalecer o trabalho de evangelização cristã.
Paralelamente às atividades religiosas, mantém a produção intelectual. Entre seus trabalhos está uma monografia jurídica intitulada O maior erro judiciário da história – Processo condenatório de Jesus, com reflexão ao direito penal moderno.
A trajetória de Isvaldino dos Santos, portanto, atravessa diferentes mundos: o menino de Campos Belos, o seminarista de Porto Nacional, o telegrafista da Força Aérea em Brasília, o jornalista e profissional de comunicação no Rio de Janeiro, o assessor e participante da vida política, o estudante de Direito e o pesquisador dedicado às questões religiosas e jurídicas.
Depois de três décadas distante fisicamente de sua terra natal, permanece, contudo, ligado às suas origens. E agora prepara o retorno a Campos Belos — não apenas como visitante, mas como alguém que pretende reencontrar uma parte importante da própria história.
Em tempo: Isvaldino dos Santos é irmão de Orlandino dos Santos, pai do jornalista Dinomar Miranda, autor deste site.