
Uma jovem de Aurora do Tocantins (TO), sudeste do estado, foi assassinada neste sábado (22).
Suzana Costa da Silva, de 26 anos foi morta esganada dentro de casa pelo próprio marido, na cidade de Barreira (BA).
O marido confessou o crime à Polícia Militar baiana assim que foi encontrado.
Segundo os militares, o autor indicou aos policiais que o corpo da esposa estava sobre a cama da residência do casal.
Ao entrarem no imóvel, os agentes se depararam com a vítima sem vida, deitada sobre a cama, em meio à bagunça e indícios de briga. O assassinato teria ocorrido ainda na madrugada.
O homem foi preso em flagrante e conduzido à delegacia.
O corpo de Suzana foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) e deverá retornar à cidade ainda nesta tarde. O velório está previsto para começar logo após a chegada do corpo. O sepultamento ocorrerá neste domingo, às 10h, no cemitério local.
A morte de Suzana causou forte comoção entre moradores de Aurora e de toda a região sudeste do estado.
Caso de ontem em Arraias agrava cenário e expõe onda de feminicídios
A tragédia desta madrugada ocorre menos de 24 horas após outro feminicídio ter devastado a vizinha Arraias, a apenas alguns quilômetros de Aurora.
Na quinta-feira (20), Aliny Pereira de Ornelas, 25 anos, foi assassinada pelo ex-companheiro, que, segundo a Polícia Militar, tirou a própria vida logo depois do crime. A jovem, técnica de enfermagem, havia deixado Arraias meses antes para fugir do comportamento agressivo do suspeito, mas retornou temporariamente para cuidar da avó doente — e foi nesse curto período que o crime ocorreu.
O caso gerou enorme comoção em toda a cidade, principalmente pelo histórico de perseguição, pelo desespero da família e pela tentativa de Aliny de reconstruir a própria vida longe do agressor.
Alerta aceso: duas mulheres assassinadas em 24 horas
Os feminicídios de Suzana e Aliny, ocorridos em cidades vizinhas e em intervalo inferior a um dia, acendem um alerta urgente sobre a escalada da violência contra a mulher na região. Em menos de 24 horas, duas jovens foram brutalmente mortas por homens com quem mantinham ou mantiveram relação afetiva.
O que se vê é um padrão que se repete: controle, agressividade, perseguição, impossibilidade de romper o ciclo de violência — e, ao final, o assassinato.
Mesmo com campanhas, leis de proteção, redes de apoio e uma sociedade cada vez mais consciente, o feminicídio segue como uma realidade trágica e cotidiana.
A região sudeste do Tocantins vive um momento de luto coletivo.
E o Brasil, mais uma vez, assiste à confirmação de que mulheres continuam sendo exterminadas dentro de casa, por parceiros ou ex-parceiros, apesar de todos os alertas e esforços de prevenção.
A morte de Suzana, somada ao caso mais recente de Arraias, reforça a urgência de políticas públicas eficazes, acolhimento real às vítimas e um compromisso comunitário para interromper a cultura da violência que teima em ceifar vidas femininas.


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