Formações geológicas raras conhecidas como “Chaminés de Fada”, que ganharam repercussão nacional após serem destacadas em Campos Belos (GO), também podem ser encontradas no município de Aurora do Tocantins, no sudeste do estado, em área próxima à região das Serras Gerais.
Embora recentemente divulgadas, essas estruturas têm origem milenar e resultam de longos processos naturais de erosão.
Nesta segunda-feira (5), após reportagem exibida no Fantástico, o Blog Dinomar Miranda recebeu imagens de uma área semelhante localizada dentro de uma fazenda no território tocantinense.
De acordo com informações apuradas, o conjunto geológico ocupa uma extensão estimada equivalente a cerca de três campos de futebol, em proporção menor que a registrada em Campos Belos, mas com características visuais e geológicas semelhantes.
O local fica na região conhecida como Escorrega do Betinho, nas proximidades de uma pousada rural, e ainda é pouco conhecido do público em geral. Segundo uma fonte ouvida pelo blog, trata-se de uma paisagem natural de grande beleza cênica e potencial turístico. “É um lugar lindo que precisa ser conhecido”, relatou.
Por ser um local particular, não se aceita visitação. O proprietário, por sorte, tem muito cuidado e zelo pelas formações geológicas.
Especialistas e moradores da região defendem que a área receba atenção especial dos órgãos ambientais e científicos, com vistas ao reconhecimento e à preservação do patrimônio natural. A expectativa é que o local possa ser reconhecido como patrimônio de valor cultural e ambiental, evitando danos e intervenções irregulares.
Além da preservação, há a avaliação de que as formações possam integrar, futuramente, o roteiro turístico das Serras Gerais, ampliando as opções de turismo ecológico e científico no sudeste do Tocantins. Nesse contexto, é feito um apelo para que geólogos e pesquisadores da Universidade Federal do Tocantins realizem estudos técnicos sobre a área, a fim de avaliar o potencial geológico, ambiental e turístico do achado.
A divulgação responsável e o respaldo científico são apontados como passos fundamentais para garantir que a descoberta contribua para o desenvolvimento sustentável da região, aliando preservação ambiental e geração de renda por meio do turismo.







