
Por Luciana Ferreira da Silva, moradora de Monte Alegre de Goiás
Moradores de Monte Alegre de Goiás voltaram a fazer um apelo público às autoridades diante do elevado número de acidentes registrados em curvas e cruzamentos considerados críticos, tanto na área urbana quanto em trechos rodoviários que dão acesso ao município.
A principal preocupação recai sobre a chamada Curva da Taboca, apontada como a mais perigosa da região.
De acordo com relatos de moradores, a Curva da Taboca está praticamente inserida no perímetro urbano e apresenta risco constante, inclusive para veículos que realizam serviços de manutenção.
Há registros de autuações a motoristas que precisaram parar no local por ausência total de sinalização adequada, o que evidencia a precariedade das condições de segurança viária.
Além da Curva da Taboca, outros dois pontos são citados como recorrentes em acidentes graves.
A Curva do Rio Sucuriú, sem acostamento, conta apenas com faixas de sonorização, consideradas insuficientes para conter condutas imprudentes. Moradores relatam que, ao longo dos anos, diversas vidas foram perdidas no local, apesar de uma leve redução de ocorrências após a instalação do recurso sonoro.
Outro trecho crítico é a Curva da Raiz, marcada por um histórico de acidentes fatais. Em um dos casos mais lembrados, uma colisão provocada por saída de pista resultou na morte de dois ocupantes de um veículo, enquanto outras vítimas ficaram gravemente feridas.
Segundo moradores, o padrão se repete: condutores prudentes acabam sendo vítimas de comportamentos irresponsáveis no trânsito.
O alerta ganha ainda mais urgência diante do aumento esperado no fluxo de veículos impulsionado pelo turismo nas chamadas “Chaminés de Fada”, formações geológicas que atraem visitantes para a região de Campos Belos e municípios vizinhos. A preocupação é que o crescimento do tráfego ocorra sem qualquer reforço na sinalização ou na fiscalização.
Na área urbana de Monte Alegre de Goiás, dois cruzamentos concentram o maior número de ocorrências.
O primeiro, em frente a um estabelecimento comercial próximo à igreja católica, possui quatro entradas e saídas de veículos, intenso movimento noturno e circulação de carretas, além de veículos estacionados de forma irregular. Mesmo após sucessivos acidentes, somente após o primeiro óbito o problema ganhou maior visibilidade.
Outro ponto crítico está localizado em frente à sede da prefeitura municipal, também com múltiplos acessos e ausência de sinalização adequada, o que amplia o risco de colisões.
Moradores questionam de quem é a responsabilidade direta pela instalação de placas, redutores de velocidade, acostamentos e barreiras eletrônicas nos trechos mais perigosos, incluindo as curvas da Taboca, do Sucuriú e da Raiz.
Segundo relatos, a adoção de fiscalização eletrônica em outro ponto conhecido como “Curva do Caixão” resultou em redução significativa de acidentes, o que reforça a reivindicação por medidas semelhantes.
A mobilização se estende a outros municípios cortados pela GO-118. Moradores defendem que a população de cidades como Alto Paraíso e Teresina de Goiás também intensifique a cobrança por melhorias em trechos considerados perigosos, especialmente nas proximidades de áreas turísticas.
O apelo é direto: sem intervenções imediatas, novas tragédias podem ocorrer. A população cobra ações concretas antes que outros acidentes fatais sejam registrados.

