Como a irrigação transformou ‘corredor da miséria’ em polo de frutas

“Eu ajoelhei e pedi muito a Deus para que me desse água”.

A frase da agricultora Júlia Pereira de Andrade resume a realidade que, durante anos, marcou a vida de milhares de famílias no Vão do Paranã, no nordeste de GO. Em um assentamento da reforma agrária em Flores de Goiás, ela passou dois anos sem água dentro da própria propriedade.

“A gente tinha que sair para buscar água para tomar banho e fazer o uso doméstico. Foram dois anos assim. No momento em que eu consegui perfurar esse poço, que eu vi água dentro da minha chácara, para mim foi o bem maior que Deus me deu”, conta.

A água que um dia faltou para as necessidades mais básicas hoje irriga pés de maracujá e manga que garantem renda à família.

A história de Júlia simboliza a transformação em curso numa região historicamente conhecida como “Corredor da Miséria”, apelido associado aos altos índices de pobreza e às secas frequentes.

Com investimentos em irrigação, assistência técnica e fruticultura, agricultores familiares do Vão do Paranã estão conseguindo produzir durante todo o ano e mudar a realidade econômica de suas propriedades. E tudo isso por causa de um projeto desenvolvido pela Condevasf.