A Polícia Civil do Tocantins prendeu em flagrante, na tarde desta quarta-feira (19), um homem de 21 anos, identificado pelas iniciais F.D.O., suspeito de aplicar golpes utilizando comprovantes falsos de Pix em estabelecimentos comerciais de Dianópolis.
A ação foi conduzida pela equipe plantonista da 14ª Central de Atendimento, com apoio de policiais da 101ª Delegacia de Polícia.
Segundo o delegado Welson Rocha, a investigação começou após a proprietária de um restaurante procurar a unidade policial para denunciar que havia sido vítima de um golpe. Ela relatou que, na terça-feira (18), um cliente habitual fez dois pedidos de marmitas, supostamente pagos via Pix, somando cerca de R$ 180. Ao conferir a movimentação bancária, no entanto, ela constatou que os valores não haviam sido creditados.
Desconfiada de que a fraude pudesse ser recorrente, a empresária registrou a ocorrência na 14ª Central e formalizou a denúncia contra o suspeito.
Pedido é feito enquanto vítima estava na delegacia
Durante o atendimento, a comerciante recebeu novos pedidos de marmitas do mesmo indivíduo, desta vez no valor de R$ 113. Mais uma vez, o suposto pagamento não foi confirmado pelo banco. Diante da repetição do golpe, a equipe policial iniciou imediatamente as diligências.
O marido da vítima seguiu para o endereço do suspeito, no Setor Santa Luzia, para entregar as marmitas. No momento da entrega, policiais civis realizaram a abordagem e efetuaram a prisão em flagrante. Já na delegacia, o homem confessou a prática dos golpes.
Prejuízo pode superar R$ 7 mil
A Polícia Civil apurou que o suspeito realizava pedidos frequentes — chegando a solicitar até quatro refeições em um único dia — sempre utilizando falsos comprovantes de pagamento. A falta de conferência diária da movimentação financeira pode ter ampliado o prejuízo, que, segundo estimativas iniciais, pode ultrapassar R$ 7 mil.
Após os procedimentos legais, o homem foi encaminhado à Unidade Penal Regional de Dianópolis, onde permanecerá à disposição da Justiça.
O delegado Welson Rocha destacou a importância da ação.
“A pronta atuação da Polícia Civil foi fundamental para identificar o suspeito e impedir a continuidade do golpe, que pode estar ocorrendo há meses e causando grande prejuízo ao casal de empresários. Alertamos comerciantes e empresários para adotarem cuidados básicos, como verificar regularmente os pagamentos recebidos, especialmente via Pix, para evitar transtornos semelhantes”, afirmou.
Como funciona o golpe
O golpe do falso Pix envolve principalmente a falsificação de comprovantes de pagamento para roubar produtos ou serviços e a simulação de erro em transferências para extorquir dinheiro.
Golpistas também podem se passar por amigos ou familiares via WhatsApp para pedir transferências urgentes ou usar perfis falsos para propor esquemas de “investimento” rápido com a promessa de retornos altos.
Para evitar cair nesses golpes, sempre verifique o extrato bancário para confirmar o recebimento do valor e nunca faça transferências de volta para contas diferentes da de origem, além de desconfiar de links e nunca compartilhar senhas.
